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Trânsito

SMTT participa de fórum sobre transporte no Ministério Público de Sergipe




14.06.22 12:49

 

O superintendente municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Aracaju, Renato Telles, participou, na manhã desta segunda-feira, dia 13, do II Fórum: “O transporte público urbano: o que mudou desde 2013?”, na Sede do Ministério Público de Sergipe (MPSE). 

O Fórum discutiu questões relacionadas ao sistema de transporte público na capital sergipana e o processo de licitação para o serviço. Na oportunidade, a promotora de Justiça de Maceió, Fernanda Maria Moreira, também expôs as dificuldades enfrentadas pela capital vizinha para realizar o processo licitatório que durou cerca de 10 anos. 

O superintendente Renato Telles compôs a mesa, ouviu questionamentos sobre o serviço ofertado em Aracaju e, em sua fala, afirmou que a licitação é uma obrigação e um compromisso da gestão municipal.


“A iniciativa é super importante para mostrar como foi o processo de licitação na capital vizinha, assim é importante deixar claro que a licitação é uma obrigação e um compromisso da gestão municipal, mas, também, é preciso ter a compreensão do momento que a gente vive”, frisa o gestor. 

Renato também citou exemplos de cidades que fizeram o processo licitatório recentemente, mas que, por motivos diversos, não obtiveram sucesso. Ele explicou, ainda, que é preciso observar o comportamento do sistema que, hoje, é bastante diferente dos anos anteriores. 

“Cidades como São José dos Campos, em São Paulo, que precisou fazer a licitação duas vezes porque na primeira vez deu deserto, ou seja, ninguém quis participar. Na segunda vez, a empresa vencedora foi uma que estava em recuperação judicial e que, agora em janeiro, o processo foi quebrado unilateralmente porque a empresa não cumpriu prazos. Da mesma forma, Salvador, cidade com licitação, passou por uma situação em que a empresa abandonou um terço do sistema e a Prefeitura precisou intervir. Eles passaram mais de um ano injetando mais de R$10 milhões por mês para garantir a continuidade do serviço", ressalta Renato.


Telles reforçou que é "preciso compreender que estamos enfrentando um momento difícil. Na comparação de abril de 2019 com abril deste ano, por exemplo, ainda observamos queda de 30% no número de passageiros. A rede, a quantidade da frota, o intervalo, tudo mudou. E essas são premissas básicas para o processo. É preciso melhor compreensão para que o resultado seja o desejado pela população. E observar o comportamento do sistema, assim como experiências de cidades pelo país, é muito importante também. A gestão quer e vai fazer a licitação, mas é preciso levar em consideração diversos aspectos, já que, hoje, o sistema mudou completamente”, conclui.

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